Hello World - Por uma Responsabilidade Cultural

Atualizado: 3 de Ago de 2020


O primeiro post dessa nova fase começo com Hello World - quem é dos primórdios da programação de micro-computadores na linguagem BASIC (1980), sabe que essa era a primeira lição, por na tela do computador essa saudação.

Retorno a essa expressão 40 anos depois, para iniciar uma nova jornada, voltada para uma nova era que exige de nós responsabilidade, tratamos desse termo de várias formas e nesse texto introdutório pretendo afirmar a necessidade de uma Responsabilidade Cultural, tema a que venho me dedicando nos últimos dez anos, em face da observação do que vem acontecendo nesses tempos em que vivemos e que pretendo aprofundar e compartilhar com vocês.

A palavra tem origem no latim Responsus ou Respondere que significa responder (por atos próprios ou alheios ou por algo que lhe foi confiado), comprometer-se ou prometer em troca. Quando falamos que alguém é responsável ou tem responsabilidade sobre alguma coisa, significa que essa pessoa tem condições de pensar sobre seus atos.

Como propõe Lipovetsky1, o mundo hipermoderno em que vivemos, organiza-se em quatro polos estruturantes: o hipercapitalismo, a hipertecnização, o hiperindividualismo e o hiperconsumo, superlativos e que garantem o capitalismo globalizante.

Essa estrutura foram abaladas no momento em que escrevo esse texto, por conta da pandemia provocada pela COVID-19 e que ainda não foi debelada, completamos quase cinco meses de confinamento no Brasil, ao mesmo tempo em que se inicia o processo de retorno, que batizaram de “novo normal”, pretende retomar o caminho da hipermodernidade.

Os impactos sociais, econômicos e na vida são igualmente superlativos a partir de uma paralisação sem precedentes. Desestabilização econômica, desemprego, prejuízos na educação, comércio, toda cadeia produtiva da cultura, serviços, turismo, transportes… enfim uma forma ainda não vivida em escala global.

Esse momento nos faz refletir sobre questões filosóficas que envolvem a ética, moral e a responsabilidade de parte a parte, por parte do Estado, do mundo do trabalho e do cidadão.

A infinidade de relações estabelecidas com a família, vizinhos, amigos, colegas de escola e trabalho, com os governantes e patrões, foram sensivelmente transformadas de súbito por mudanças de comportamento e hábitos em prol da saúde coletiva e da sobrevivência.

A proposição da Responsabilidade Cultural pretende refletir para esse devir, de modo a estabelecer comportamentos que estejam alinhados com uma nova visão de mundo, que regenere danos causados até agora e busque o equilíbrio pelo envolvimento transformador. É fundamental que criemos uma sintonia de que todos somos um, humanos e não humanos e qualquer ação tem uma consequência em todos.

A RC é aplicada na gestão pública, privada e no pessoal, sim como diria o escritor aviador francês Antoine de Saint-Exupéry - “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, essa reflexão que artistas sensíveis nos revelam, podem reverter os comportamento da hipermodernidade e nos unir em torno de um propósito como o bem viver.

Nos próximos posts adentraremos nessas ideias.

1 LIPOVETSKY, GILLES - Cultura-Mundo – espotas a uma socieDade desorientada – Companhia das Letras - 2008

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